Professor Jorge

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Professor de geografia e sociologia da rede particular e estadual de ensino e apaixonado por festa de peão.

terça-feira, 30 de junho de 2009

GOVERNO PRORROGA IPI

IPI: governo prorroga o alívio
Natalia Pacheco, Ricardo Rego Monteiro, Jornal do Brasil
RIO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou segunda-feira a extensão da redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos, produtos da linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) e material de construção civil. O anúncio foi bem recebido pelos representantes dos setores, do comércio e por economistas. Mas o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, alerta que a medida esconde um grande problema: a escassez de crédito.
– O governo só tomou essa decisão porque os juros bancários ainda não caíram na mesma proporção que a Selic. Sem crédito, não há consumo. Por isso a necessidade de incentivar o consumidor final – explica Freitas.
O economista também associa a medida à demora dos resultados dos programas do governo, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o da habitação, Minha Casa, Minha Vida.
– O PAC está parado. É muita burocracia e o resultado é mais lento. Então, o governo teve de adotar medidas de isenção tributária, como a prorrogação da redução do IPI, já que o efeito é imediato – ressaltou.
Para os veículos, a prorrogação vai até o fim de setembro. A partir de outubro, o imposto será reajustado gradativamente, até ser totalmente reconstituído em dezembro, exceto para caminhões, cuja desoneração vai até o fim do ano. Já a isenção para os produtos da linha branca dura até 31 de outubro, quando a alíquota será integralmente retomada. A expansão do benefício para os materiais de construção civil, assim como para os caminhões, foi de seis meses, até dezembro deste ano. Mas o setor pediu ao governo a prorrogação até 2010, já que a resposta da construção civil costuma ser mais lenta do que a dos outros segmentos.
“Vale a pena”
O professor de finanças do Ibmec, Paulo Di Blasi, afirma que mesmo com a renúncia fiscal – a Receita Federal estima que o total da renúncia para este ano, em função da redução do IPI, seja de R$ 3,3 bilhões – a medida vale a pena pois cria uma “janela de oportunidade”, ou seja, o governo perde na porcentagem do produto, mas ganha no volume de vendas:
– A desoneração temporária não é um problema para os cofres públicos porque o aumento das vendas compensa a renúncia fiscal.
O professor de economia da ESPM–SP, José Eduardo Balian, vai além e diz que os resultados positivos com o corte do IPI em alguns segmentos mostram que outros tributos podem ser reduzidos.
– O imposto menor estimula a economia e a perda direta do governo não é tão grande quanto o imaginado – diz Balian.
BNDES
Na avaliação do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, as medidas de estímulo fiscal e financeiro anunciadas pelo governo vão começar a produzir maiores efeitos no último trimestre deste ano, quando deverá ocorrer uma aceleração da demanda de empresas pelo BNDES. O presidente prevê uma redução do custo de máquinas e equipamentos de até 20%, como consequência dessas novas medidas.
Coutinho revelou que, desde abril, o banco já detectou uma recuperação dos pedidos de consulta por financiamentos, que haviam despencado desde o agravamento da crise mundial.
Para o dirigente do BNDES, as medidas de estímulo à aquisição de bens de capital deverão reduzir o custo de capital das linhas do banco, como a Finame, voltada exclusivamente para estes produtos. Só no BNDES Automático, que engloba empréstimos de menor valor, o custo deverá cair para 4,5%, em média. Coutinho lembrou ainda que, entre os bancos privados, as taxas desse mesmo tipo de crédito não saem por menos de 13%.
– Os setores mais voltados para o mercado interno, os bens não-duráveis, deverão retomar o crescimento da capacidade instalada mais cedo – projetou Coutinho, ao lembrar que, hoje, o nível de utilização da capacidade instalada do país é de 70%, como consequência da crise. O presidente do BNDES acredita ser possível chegar ao fim deste ano com uma média de 82% de utilização.
22:19 - 29/06/2009

CIDADE DE SORRISO E A ESCOLA ESTADUAL MÁRIO SPINELLI
























































EXPORTAÇÃO EM MATO GROSSO

Mato Grosso tem aumento de 73,8% nas exportações
noticias :: Por Editor em 18/08/2008 :: política de investimentos do Governo de Mato Grosso tem apresentado resultados significativos para a economia regional. Prova disso são os dados de exportação de Mato Grosso no primeiro semestre deste ano. O valor acumulado somou US$ 4,72 bilhões, representando um aumento de 73,8%, em relação aos US$ 2,71 bilhões do mesmo período de 2007. Só no mês passado, as vendas externas registraram US$ 912,8 milhões, sendo a segunda maior do ano.O secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia de Mato Grosso, Pedro Nadaf, afirmou que os números mostram a tendência do mercado do Estado em ser um grande exportador, graças às ações específicas do Governo no mercado exterior. "Crescemos 73,8% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações também registraram um aumento considerado, sendo 104,4% maior do valor de 2007. Isso mostra que muitos produtos, antes não importados pelo Estado, estão chegando a Mato Grosso por causa dos incentivos fiscais, como equipamentos, máquinas, veículos e eletrônicos".Nadaf também destacou que o Estado sozinho detém mais da metade da participação das exportações do Centro-Oeste, com 55,5%. Em nível de Brasil, Mato Grosso representa quase 30% do superávit nacional e continua ocupando a 10º posição no ranking de exportações. "Todos os organismos institucionais do Estado, junto com o Governo, têm trabalhado em uma verdadeira tarefa de negócios para ampliar nossas participações no mercado exterior. Inauguramos, na semana passada, o Conselho Permanente de Exportação de Mato Grosso. Em setembro, iremos participar de uma feira em Santa Cruz de La Sierra, com um estande do Governo dentro do pavilhão brasileiro. Temos ações do Centro de Excelência do Comércio Exterior, que realiza seminários e possui cinco centros espalhados no interior do Estado. Além disso, em novembro, teremos uma ligação internacional de passageiros, pela Aerosul, para Santa Cruz de La Sierra, que irá aumentar ainda mais o nosso fluxo econômico".O presidente, em exercício, da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, enfatizou o acumulado das exportações de Mato Grosso, nos últimos 12 meses, que chegou a US$ 7,14 bilhões, superando o US$ 5,13 bilhões de todo o valor registrado no ano passado. "Com esse crescimento acredito que, em três anos, aproximamos do Paraná, que ocupa o 5º lugar nas exportações do Brasil. Com a chegada de mais plantas industriais no Estado, como Perdigão e Sadia, será fácil conseguirmos isso".Os principais destinos das exportações estaduais continuam sendo a União Européia e a Ásia, que respondem respectivamente por 43,7% e 37,7% do total. A China continua sendo nossa maior cliente, com 25,6% individualmente, seguida da Holanda e Espanha, com 16,6% e 10,3% respectivamente. FONTESecretaria de Industria, Comércio, Minas e Energia de Mato GrossoAssessoria de Comunicação da Sicme-MTCarla Falci - Jornalista

POPULAÇÃO DO BRASIL-FONTE IBGE 2004

Brasil já tem mais de 180 milhões de habitantes
Em 34 anos, a população brasileira praticamente dobrou em relação aos 90 milhões de habitantes da década de 1970 e, somente entre 2000 e 2004, aumentou em 10 milhões de pessoas. Em 2050, seremos 259,8 milhões de brasileiros e nossa expectativa de vida, ao nascer, será de 81,3 anos, a mesma dos japoneses, hoje. Mas o envelhecimento da população está se acentuando: em 2000, o grupo de 0 a 14 anos representava 30% da população brasileira, enquanto os maiores de 65 anos eram apenas 5%; em 2050, os dois grupos se igualarão em 18%. E mais: pela Revisão 2004 da Projeção de População do IBGE, em 2062, o número de brasileiros vai parar de aumentar.
Em janeiro de 2004, a população brasileira ultrapassou os 180 milhões de habitantes. Esta é uma das conclusões da Revisão 2004 da Projeção da População realizada pelo IBGE, a primeira a incorporar as taxas de natalidade e mortalidade calculadas a partir do Censo 2000 (divulgadas em dezembro do ano passado), além das Estatísticas de óbitos do Registro Civil 1999-2001 e da PNAD 2001. Esses estudos demográficos demonstram que as famílias estão tendo cada vez menos filhos: em 1960, a média era de seis filhos por mulher, caiu para 2,89 em 1991 e, em 2000, para 2,39. A projeção para 2004 é de 2,31 e, em 2023, a média deverá ser de 2,01 filhos por mulher – ou seja, a mera reposição das gerações. A população continuará crescendo, embora a taxas cada vez menores: dos 3% ao ano entre 1950 e 1960, a taxa caiu para 1,44% ao ano em 2004, cairá para 0,24% em 2050 e, finalmente, para zero em 2062, quando a população brasileira começará a se reduzir.
Se o crescimento da população permanecesse no mesmo ritmo dos anos 50, seríamos, hoje, 262 milhões de brasileiros. Mas, desde então, nossa taxa de fecundidade diminuiu, devido às transformações ocorridas na família brasileira, como a entrada da mulher no mercado de trabalho e a popularização dos métodos anticoncepcionais. Em 2000, uma média de 2,39 filhos por mulher, o Brasil estava na 75ª posição entre os 192 países ou áreas comparados pela ONU.
Seis milhões de mulheres a mais
As proporções entre a população masculina e feminina vêm diminuindo paulatinamente no Brasil. Em 1980, haviam 98,7 homens para cada cem mulheres, proporção que caiu para 97% em 2000 e será de 95% em 2050. Em números absolutos, o excedente feminino, que era de 2,5 milhões em 2000, chegará a seis milhões em 2050. Já a diferença entre a esperança de vida de homens e mulheres atingiu 7,6 anos em 2000 – sendo a masculina de 66,71 anos e a feminina de 74,29 anos.
Os avanços da medicina e a melhoria nas condições gerais de vida da população contribuíram para elevar a expectativa de vida dos brasileiros, que aumentou 17 anos entre 1940 e 1980 (de 45,5 para 62,6 anos, respectivamente). Em 2000, esse indicador chegou aos 70,4 anos, e deverá atingir os 81,3 anos em 2050, praticamente o mesmo nível atual do Japão (81,6 anos), o primeiro colocado no ranking. O Brasil está em 89º lugar entre os 192 países ou áreas estudados pela ONU. A média mundial para a esperança de vida ao nascer era de 65 anos, em 2000, e deverá atingir os 74,3 anos entre 2045 e 2050.
Mortalidade infantil continua alta
Desde meados da década de 1940, a mortalidade infantil vem diminuindo no Brasil, devido às campanhas de vacinação em massa, à disseminação dos antbióticos e, mais recentemente, aos exames pré-natais, às campanhas de aleitamento materno e aos agente comunitários de saúde, entre outras medidas, governamentais ou não. Em 1970, tínhamos em torno de 100 óbitos para cada mil menores de um ano nascidos vivos. Em 2000, a taxa caiu para 30 por mil, um patamar ainda alto, se considerarmos, por exemplo, os países vizinhos: 21 por mil na Argentina, 12 por mil no Chile e 15 por mil no Uruguai. No ranking dos 192 países ou área estudados pela ONU, o Brasil ocupa a 100ª posição.
Menos jovens e mais idosos
A queda combinada das taxas de fecundidade e mortalidade vem ocasionando uma mudança nas estrutura etária, com a diminuição relativa da população mais jovens e o aumento proporcional dos idosos. Em 1980, a população brasileira dividia-se, igualmente, entre os que tinham acima ou abaixo de 20,2 anos. Em 2050, essa idade mediana será de exatos 40 anos.
Outra comparação importante: em 2000, 30% dos brasileiros tinha de zero a 14 anos, e os maiores de 65 representavam 5% da população. Em 2050, esses dois grupos etários se igualarão: cada um deles representará 18% da população brasileira. Tais números revelam a importância cada vez maior das políticas públicas relativas à previdência, diante do crescente número de indivíduos aposentados, em relação àqueles em atividade. Também tornam-se cada vez mais importantes as políticas de Saúde voltadas para a Terceira Idade: se em 2000 o Brasil tinha 1,8 milhão de pessoas com 80 anos ou mais, em 2050 esse contingente poderá ser de 13,7 milhões.
População do Rio de Janeiro ultrapassa os seis milhões
Manaus subiu da nona para a oitava posição, entre os dez municípios mais populosos do Brasil, ultrapassando Recife. Com 818 habitantes, Borá continua sendo o município brasileiro com a menor número de habitantes.
Em cumprimento à lei n° 8.443, de 16 de julho de 1992, o IBGE divulga as Estimativas das Populações Residentes nos 5.560 municípios brasileiros. Em relação ao ano passado, houve aumento de população em 72,6% dos municípios brasileiros e diminuição em 27,2% deles, enquanto em apenas nove (0,2%), não houve alterações.
A Lei N° 8.443 1, de 16 de julho de 1992 determina que o IBGE deve divulgar suas estimativas anuais das populações municipais até 31 de agosto, e que esses dados podem ser questionados pelas partes interessadas até vinte dias depois. Em 31 de outubro, o instituto encaminhará a relação das populações municipais ao Tribunal de Contas da União.
Pelas projeções de 2004, percebe-se que aumentou ligeiramente o número de municípios brasileiros com menos de cinco mil habitantes: eram 1.327 e passaram a ser 1.359. Em relação a 2003, também há mais três municípios com entre cinco mil e dez mil habitantes. O maior crescimento foi do número de municípios com entre 20 mil e 50 mil habitantes: de 964 em 2003 para 1010 em 2004. O Brasil também tem mais três municípios – Feira de Santana (BA), Cuiabá (MT) e Sorocaba (SP) – com entre 500 mil e um milhão de habitantes e mais um município – Campinas (SP) – com população acima de um milhão.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

CONFLITOS EM ISRAEL

A partir de 1897, após a fundação do movimento sionista, alguns judeus começaram a migrar para a região da Palestina. Após o fim do Império Otomano, derrotado na Primeira Guerra Mundial, a região ficou sob administração britânica. Após a Segunda Guerra Mundial, mais judeus migraram para a Palestina.
Em 1947 a ONU propõe a divisão das terras Palestinas entre judeus e árabes baseando-se nas populações até então estabelecidas na região. Assim, os judeus receberam 55% da área, sendo que, deste percentual, 60% era constituída pelo deserto do Neguev. A população nativa árabe, por não aceitar a criação de um Estado não árabe na região, rejeitou a partilha.
Em 1948, os britânicos saem da região e os judeus proclamam o Estado de Israel. A partir daí, o conflito se amplia. Egito, Jordânia, Líbano, Síria e Iraque atacam o território do Estado de Israel para conquistar algum espaço. O Egito consegue a região da Faixa de Gaza e a Jordânia consegue as regiões da Cisjordânia e Jerusalém oriental. Os árabes palestinos acabam sem território.
Em 1964 os Palestinos criam a OLP.
Em 1967 O Egito bloqueia o canal de Suez aos navios israelenses e inicia manobras militares na península do Sinai, ao mesmo tempo que a Jordânia e Síria mobilizavam seus exércitos, na fronteira com Israel. Prevendo um ataque iminente, Israel inicia a Guerra dos Seis Dias, na qual Israel conquista as regiões da Faixa de Gaza, o Monte Sinai, as Colinas de Golã, a Cisjordânia e Jerusalém oriental.
Em 1973 começa a Guerra do Yom Kippur. Entre 1977 e 1979, Israel e Egito fazem um acordo de paz e a região do Sinai é devolvida ao Egito.
Em 1982, Israel invade o Líbano, em uma tentativa de neutralizar os ataques da OLP a partir daquele país. Em 1987, explode a Intifada. Em 1988 o Conselho Palestino renuncia à Intifada e aceita o Plano de Partilha da Palestina.
Em 1993, com o Acordo de Paz de Oslo, é criada a Autoridade Palestina, sob o comando de Yasser Arafat, mas os termos do acordo jamais foram cumpridos por ambas as partes.
A partir de 2000 iniciou-se a Segunda Intifada. Em 2001, Ariel Sharon é eleito primeiro-ministro do Estado de Israel. Ocupa territórios Palestinos e dá início à construção do Muro da Cisjordânia, para dificultar os atentados terroristas de homens-bombas palestinos. Em 2004, Yasser Arafat morre. A Autoridade Palestina passa ao eleito Mahmud Abbas. Israel destrói os assentamentos de colonos judeus na Faixa de Gaza e Cisjordânia.
Em 2006 o Hamas, grupo fundamentalista que não reconhece a existência de Israel, é eleito democraticamente através de voto popular e obtem a maioria das cadeiras no Parlamento Palestino.
Eclosão do conflito

Plano da ONU para a partição da Palestina de 1947.
A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, por meio de sua Assembleia-Geral no ano de 1947, a criação de um estado judeu e outro árabe ao final do mandato do protectorado britânico (1948) na Palestina. De acordo com este plano, a cidade de Jerusalém seria um território administrado internacionalmente pela própria ONU.
No entanto, os países árabes não aceitavam a existência de Israel, pretendendo invadir logo após a saída das tropas britânicas.
Além disso, no início do conflito em 1948, aproximadamente 711.000 palestinos se deslocaram da região seja fugindo do iminente conflito (68% destes estimulados pelos próprios governos dos países árabes para que os seus exércitos pudessem arrasar mais facilmente ao novo Estado que surgia) ou expulsos por lutarem contra o novo Estado, criando uma grande onda de refugiados que se abrigaram nos países vizinhos, Faixa de Gaza e Cisjordânia. Com o passar do tempo seu número cresceu, e a dúvida é se estes refugiados palestinos algum dia poderão retornar a seus antigos lares, complicando as conversações entre as partes envolvidas.
Com a não absorção dos árabes palestinos pelos países árabes e a não criação do Estado Palestino, os árabes palestinos se auto-constituíram povo e passaram a exigir o seu retorno a suas antigas casas, apesar de a grande maioria já não ter nascido nas regiões reivindicadas.
Outro grande entrave para as negociações de paz é a reivindicação de soberania com relação à cidade de Jerusalém. Devido ao seu valor histórico e religioso, Israel reivindica toda a cidade para si, o que não é reconhecido pela comunidade internacional. A parte Oriental de Jerusalém, território palestino ocupado por Israel desde 1967, é reivindicada pelos palestinos para ali estabelecer sua capital.
Houve inúmeros períodos de acirramento do conflito, com hostilidades militares de ambos os lados, e vários acordos de paz que acabaram fracassando.
Havia grandes chances do estado Palestino surgir de fato, pois as bases políticas e institucionais da Autoridade Nacional Palestina (ANP) são reconhecidas pela comunidade internacional, inclusive estando presente nas Nações Unidas como membro observador. Entretanto, com a eleição de Ariel Sharon, o Estado israelense passou a negar qualquer negociação com os palestinos sem antes a cessação dos frequentes ataques terroristas aos civis israelenses. Mais tarde a eleição do Hamas para o governo da palestina em 2006, um grupo terrorista que não aceita que Israel exista, inviabiliza qualquer possibilidade de paz entre os dois povos.
Retirada de Israel da Faixa de Gaza
De acordo com o governo do Primeiro-Ministro Ariel Sharon, a consolidação do cessar-fogo entre as partes beligerantes possibilita a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza, concretizando a transferência de soberania e consequente materialização da territorialidade, dois fatores fundamentais para a existência de um Estado soberano palestino.
Em agosto de 2005, o exército israelense e colonos judaicos se retiraram da Faixa de Gaza para aumentar o controle sobre a Cisjordânia. Por conta disto, a ANP treinou um efetivo de 5.000 policiais para a manutenção da ordem da região após a retirada israelense. Entretanto, apesar de ter conquistado soberania sobre Gaza (mas não sobre a Cisjordânia), os palestinos entraram em um conflito interno que ocasionou a tomada de poder pelo Hamas da Faixa de Gaza e o recrudescimento dos ataques com mísseis caseiros contra Israel a partir desta região, paralisando novamente as conversações de paz.
No dia 25 de agosto de 2008 foram libertos 199 palestinos presos em Israel. Mas esse ato não foi visto com bons olhos pelos israelenses: "A libertação dos prisioneiros é um ato de fraqueza, que vai incentivar ainda mais o terrorismo." Mas há quem veja pontos positivos nessa historia: "a libertação dos prisioneiros demonstra a disposição por parte de Israel de fazer concessões dolorosas a fim de promover as negociações de paz." concluiu Olmert.
Em dezembro de 2008, após contantes atos terroristas sofridos em seus território, Israel revida através de bombardeios em Gaza.

AGRICULTURA

Primórdios
A agricultura era uma prática conhecida pelos nativos, que cultivavam a mandioca, o amendoim, o tabaco, a batata-doce e o milho, além de realizarem o extrativismo vegetal em diversos outros cultivares da flora local, como o babaçu ou o pequi, quer para alimentação quer para subprodutos como a palha ou a madeira, e ainda de frutas nativas como a jabuticaba, o caju, cajá, goiaba e muitas outras.
Com a chegada dos europeus, os indígenas não apenas receberam a cultura mais forte e dominante, como influenciaram os que chegavam: O português passara "a nutrir-se de farinha de pau, a abater, para o prato, a caça grossa, a embalar-se na rede de fio, a imitar os selvagens na rude e livre vida", no dizer de Pedro Calmon
Até a introdução do cultivo de exportação, o extrativismo do pau-brasil foi a primeira razão econômica da posse das novas terras por Portugal.
As queimadas
Queimadas são um dos problemas ainda presentes na agricultura brasileira.
Uma das práticas usadas pelos indígenas, na abertura dos aceiros para o cultivo era a da queimada. Isto possibilitava, além da rápida limpeza do terreno, o aproveitamento das cinzas como adubo e cobertura.
Ao contrário do que preconizam os estudiosos e pessoas que, como Monteiro Lobato, abordaram a prática como um legado nocivo dos índios, as queimadas que estes realizaram ao longo de cerca de doze mil anos de sua presença nas atuais terras do Brasil mantiveram a natureza em equilíbrio - o que deixou de ocorrer, entretanto, com a incorporação da limpeza do terreno pelo fogo à cultura européia introduzida a partir de 1500: a divisão da terra em propriedades, o cultivo monocultor, etc., que dizimaram a flora nativa.
O manejo dos índios não era baseado apenas no fogo: a formação das roças em locais escolhidos permitia a interação com a natureza circundante, sua preservação, obtendo em troca a caça e a proteção contra pragas. Algo que foi perdido, como constatou Darcy Ribeiro, ao afirmar: "Assim passaram milênios até que surgiram os agentes de nossa civilização munidos, também ali, da capacidade de agredir e ferir mortalmente o equilíbrio milagrosamente logrado por aquelas formas complexas de vida"
Brasil Colônia: a monocultura da cana
O açúcar atraiu o colonizador, fez virem os escravos da África e provocou a invasão do território.A imagem retrata um engenho holandês, na obra Historia Naturalis Brasiliae, de 1648.
Logo após o Descobrimento, as riquezas naturais da terra não se revelaram promissoras, até a introdução da produção de cana-de-açúcar na região Nordeste. Isto obrigou os portugueses a introduzirem a mão-de-obra escrava, capaz de realizar as duras tarefas de cultivo da monocultura, sistema muitas vezes chamado de plantation. Essa fonte de riqueza, entretanto, não serviu para a promoção do desenvolvimento técnico ou social.
A concentração da riqueza e a formação de latifúndios gerou um sistema social quase feudal - diverso do que ocorreu, por exemplo, na América do Norte, onde a terra foi dividida em pequenas propriedades. A economia brasileira era em sua maior parte dependente da exportação do açúcar, que a despeito de ser trinta por cento mais barato que o produzido noutras partes, não possuía acesso aos mercados, vindo a declinar na segunda metade do século XVII. Muitas regiões produtoras, então, passaram a diversificar a produção, passando ao plantio do algodão ou, no Recôncavo Baiano, do tabaco ou do cacau - embora o legado negativo desse período tenha permanecido: a estrutura social arcaica e a baixa tecnologia agrícola.
Mão-de-obra escrava

Na ilustração de "O Fazendeiro do Brasil", de 1806, José Mariano da Conceição Velloso descreve etapas e ferramentas usadas no cultivo do índigo, no Brasil.
O trabalho do indígena, tentado inicialmente pelos colonos, não se revelou producente. Leis proibiam sua escravização, embora nos rincões estas não fossem respeitadas. Entretanto, mesmo estes trabalhadores forçados, se rebelavam, fugiam ou simplesmente morriam. Os colonos passaram a exigir, então, a vinda dos africanos.
No primeiro século após o Descobrimento a população cativa já superava a de homens livres. Tão necessária era sua força de trabalho na agricultura que Antonil assim descreveu: "os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles, no Brasil, não é possível fazer, conservar ou aumentar fazenda, nem ter engenho corrente"
Os escravos foram, ainda, os responsáveis pelo desbravamento das novas fronteiras agrícolas, no oeste cafeeiro paulista. Ao final do II Reinado o Brasil já respondia por mais da metade da produção mundial deste grão que, assim, substituía na agricultura o papel anteriormente representado pela cana-de-açúcar.
A Lei Áurea, segundo João Ribeiro, "mais que todas humana e cristã, ameaçava o trabalho e feria gravemente os interesses dos agricultores; ainda havia no Brasil mais de setecentos mil escravos (...) Muitos dos agricultures passaram-se para o partido republicano ou ficaram indiferentes ao ataque das instituições..."Feita sem seguir a uma distribuição de terras aos ex-cativos, a Abolição acabou provocando o êxodo rural, tanto dos trabalhadores quanto de proprietários arruinados, por um lado. Por outro, foi a raiz de problemas futuros, como a favelização dos centros urbanos, da violência e pobreza.
Brasil Império: domínio do café
Plantação brasileira de café, no começo do século XX.
Ensacamento para exportação, no auge do ciclo do café.
Ainda no final do período colonial o café foi introduzido no país. Mas foi somente após a independência que a produção se consolidou na região Sudeste, sobretudo em São Paulo. A exportação, que no começo do século XIX era de 3.178 mil sacas de 60 kg, passou a 51 milhões e 361 mil sacas, nas décadas de 1880 e 1890 - saltando de dezenove por cento para cerca de sessenta e três por cento do total da exportação do país.
Esse enorme peso econômico fez surgir uma nova oligarquia dominante no Brasil, os chamados Barões do Café. Apressou, ainda, os movimentos de imigração, com o fim da escravidão, atingindo seu ápice nas chamadas política do café-com-leite e política dos governadores, esta última no governo Campos Sales, até a crise de 1929 encerrar este ciclo na década de 1930 e com a industrialização do país - com o capital oriundo do excedente cafeeiro.
A imigração européia se acentuou com a produção do café no oeste paulista, com a chegada ao país sobretudo de italianos. As riquezas geradas pelo produto acentuou as diferenças entre as regiões brasileiras, especialmente o Nordeste.
Além do café outras culturas tiveram crescimento ainda no século XIX, como o fumo e o cacau, na Bahia, e a borracha na Amazônia: em 1910 a borracha representava em torno de quarenta por cento das exportações. O algodão assistiu um crescimento temporário, durante a Guerra de Secessão, nos Estados Unidos da América.
Problemas internacionais
A produção brasileira de café, já no começo do século XX, excedia a demanda mundial. Isto fez ocorrer o conhecido Convênio de Taubaté, onde o Estado passou a adquirir a produção excedente, que era destruída; novas mudas foram proibidas de serem plantadas - objetivando manter um preço mínimo rentável do produto.
Também a borracha sofreu com a concorrência externas: a Inglaterra, em 1870, contrabandeou mudas da seringueira e em 1895 tinha início a plantação de mudas na Ásia. Nas décadas de 1910 e 1920 essa concorrência praticamente fez sucumbir a produção brasileira.[4]
Surgimento das escolas de Agronomia
Ainda no Império teve lugar, na Bahia, ao surgimento da primeira escola destinada à formação de profissionais agrônomos. No ano de 1875 foi fundado, no povoado de São Bento das Lages, o primeiro curso, na cidade de Cruz das Almas.[10] Em 1883, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, o segundo curso foi criado. A profissão só veio a ser reconhecida em 1933 e atualmente são cerca de setenta faculdades de agronomia reconhecidas no país.
Durante o regime militar foi criada em 1973 a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), com o objetivo de diversificar a produção agrícola. O órgão foi responsável pelo desenvolvimento de novos cultivares, adaptados às condições peculiares das diversas regiões do país. Teve início a expansão das fronteiras agrícolas para o cerrado, e latifúndios monocultores com a produção em escala semi-industrial de soja, algodão e feijão.
Em 1960 eram quatro os principais produtos agrícolas exportados; no começo da década de 1990 estes passaram a dezenove. O avanço nestes trinta anos incluiu o beneficiamento: nos anos 60 os produtos não-beneficiados eram oitenta e quatro por cento do total exportado, taxa que caiu a vinte por cento, no começo da década de 90.
As políticas de fomento agrícola incluíam créditos subsidiados, perdão de dívidas bancárias, e subsídios à exportação (que, em alguns casos, chegou a cinquenta por cento do valor do produto).
Modernas máquinas usadas na agricultura brasileira.
A partir de 1994, com a estabilização monetária do Plano Real, o modelo agrícola brasileiro passou por uma radical mudança: o Estado diminuiu sua participação e o mercado passou a financiar a agricultura que, assim, viu fortalecida a cadeia do agronegócio, desde a substituição da mão-de-obra por máquinas (houve uma redução da população rural brasileira, que caiu de vinte e um milhões e setecentas mil, em 1985, para dezessete milhões e novecentas mil pessoas em 1995), passando pela liberação do comércio exterior (diminuição das taxas de importação dos insumos), e outras medidas que forçaram os produtores brasileiros a se adaptarem às práticas de mercado globalizado. O aumento da produtividade, a mecanização (com redução dos custos) e profissionalização marcam esse período.
O seringueiro Chico Mendes, assassinado em 1988, exemplo de vítima dos conflitos agrários no Brasil.
O MST, principal grupo representante dos trabalhadores sem terra.
Desde suas origens o Brasil possuiu uma grande concentração de terras, primeiro no sistema conhecido por sesmarias. Os custos elevados da produção agrícola na Colônia e Império contribuiu para a formação de grandes latifúndios e no país nunca houve uma grande reforma agrária.
Dos cerca de trinta e um milhões de brasileiros que vivem na faixa de pobreza, mais da metade está na zona rural. Nos últimos vinte e cinco anos do século XX cerca de trinta milhões de moradores do campo abandonaram ou perderam suas terras, criando um déficit de cerca de quatro milhões e oitocentas mil famílias sem terra. Neste tempo, a grande maioria dos recursos de financiamento foi dirigido para as oligarquias e grandes proprietários, atendendo ao modelo de exploração intensiva das propriedades, formação de grandes monoculturas e áreas de pastagens, que com o esgotamento da chamada revolução verde, acabou por revelar uma série de problemas como o uso excessivo de agrotóxicos, irrigação e desmatamento descontrolados, agressão à cultura nativa, dentre outros.
Com a redemocratização, o país teve, entre 1985 e 1988 quase nove mil conflitos sociais no meio rural, com o assassinato de 1.167 pessoas por questões fundiárias. Neste período teve início um confronto que gerou, de um lado, os sindicatos, movimentos sociais e a Igreja Católica (então no país orientada pela chamada "opção preferencial pelos pobres", com as comissões pastorais) e, do outro, os grandes proprietários, reunidos na União Democrática Ruralista - a UDR - cujo representante maior era Ronaldo Caiado.[13] A mais famosa vítima desses conflitos foi o sindicalista Chico Mendes, no Acre, em 1988.
Segundo o pesquisador Bernardo Mançano, da UNESP, os censos rurais realizados desde 1940 apontavam para a concentração da terra, somente possível de ser revertida com o fim do êxodo rural e assentamento anual de cento e cinquenta mil famílias. Durante o Governo Itamar Franco, o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) realizou cerca de cem mil assentamentos anuais; nesta administração foi instituído o rito sumário de desapropriação, vencendo um dos principais obstáculos para a medida, que era a sua demora.
Os conflitos atingiram seu ápice em 1996 com o chamado Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, quando o então governador Almir Gabriel ordenou a desocupação de uma estrada ocupado por sem-terras. A chacina daí decorrente - dezenove mortos e cinquenta e um feridos - expôs ainda mais o problema agrário no país, e o desrespeito aos direitos humanos vivido.[15]
Em artigo de 1996, a economista Maria da Conceição Tavares, uma das maiores críticas do Governo Fernando Henrique Cardoso, alertava que "a importância de uma reforma agrária aumentou muito e a disputa pela terra, se não forem regulados rapidamente as relações de "domínio" da propriedade rural, levará a enfrentamentos crescentes".
Em 1998 os movimentos sociais na luta pela terra provocaram cerca de quinhentas ocupações de fazendas que consideravam improdutivas. Como reação às invasões, o Presidente FHC editou a Medida Provisória 2.027-38, que continha a proibição de destinar para a reforma agrária toda terra que fosse ocupada.
Viviam, em 2004, em áreas rurais não-metropolitanas, segundo o IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2004), 5.965.000 famílias em todo o Brasil.
A participação da agricultura para o PIB brasileiro cresceu, no período compreendido de 2001 a 2004, passando de 8,4% para 10,1% - incremento que foi favorecido pelos preços favoráveis de commodities e do câmbio.
Em 2006 foram cultivados sessenta e dois milhões e trezentos mil hectares do território.Aproximadamente três milhões e seiscentos mil ha foram irrigados, responsáveis por 69% de todo o consumo de água doce no Brasil.
A área total cadastrada oficialmente como destinada à agricultura perfaz um total de trezentos e sessenta milhões de hectares, que não é toda ela agricultável. Cerca de vinte e nove milhões e meio de hectares estariam aptos ao uso da irrigação.
Da área cultivada em 2006, 4,8% foi destinada à fruticultura, responsável por 16,8% do rendimento da safra daquele ano, e que tem como principais produtos a laranja, banana e uva (57% da produção em frutas); outros produtos integram a produção frutífera nacional, com menor expressão, como a manga, maçã, mamão e abacaxi.
O eucalipto, árvore introduzida da Austrália e adaptada ao Brasil, é o principal item das culturas de florestamento, ocupando uma extensão de três milhões de hectares no país, destinada à produção de celulose e para a metalurgia (ferro-gusa).
Ranking geral do país
A agricultura brasileira, no ano de 2005, ocupava o primeiro lugar na produção e exportação de açúcar (42% da produção mundial), etanol (51%), café (26%), suco de laranja (80%) e tabaco (29%); segundo maior produtor e exportador de soja em grãos (35% da produção mundial) e soja em farelo (25%); no milho era o quarto maior produtor, e terceiro maior exportador (com 35% da produção), segundo dados da USDA’s Foreign Agricultural Service and Global Trade Information Services data
Produção de cereais, leguminosas e oleaginosas
De acordo com a estimativa da safra realizada mensalmente pelo IBGE, em fevereiro de 2009 a produção nacional foi de 135,3 milhões de toneladas, com uma área plantada de 47,4 milhões de hectares, distribuídos entre cereais (ex.: arroz e milho), leguminosas (ex.: feijão e ervilha) e oleaginosas (ex.: soja e girassol). Arroz, milho e soja, as três principais culturas produzidas, respondem sozinhas por 81,3% de toda a área plantada no país.[21]
Os principais estados produtores de grãos são Mato Grosso (19,5%), Paraná (19,4%) e Rio Grande do Sul (16,5%), que somados respondem por mais da metade da produção nacional.
Escoamento da produção
Transporte da safra por rodovias: exemplo de atraso na infraestrutura do Brasil.
O transporte das safras é um dos problemas estruturais enfrentados pela agricultura, no Brasil.
Pedro Calmon registrava que, desde o Império, "o escoamento das safras é difícil" e indicava que "os velhos projetos de estradas de ferro ou caminhos carroçáveis, ligando o litoral às montanhas centrais (...) a que resistem os estadistas forrados de ceticismo, que repetem Thiers, quando, em 1841, achava que as vias férreas não convinham à França".
No Brasil não existe uma política de armazenamento da safra nas propriedades. A maioria do transporte é feito em rodovias, a grande parte em más condições de tráfego, através de caminhões. O custo do transporte, em geral recaindo sobre o produtor, é elevado e não obedece aos princípios de logística.
Na safra 2008/2009, por exemplo, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG) denunciava o estado precário das estradas da região Centro-Oeste, algumas com problemas desde 2005 e, a despeito de solicitações às entidades governamentais, nada havia sido feito.
A despeito disto, o governo federal elaborou, em 2006, um Plano Nacional de Logística e Transportes, destinado a proporcionar um melhor escoamento da produção.A falta de investimentos no setor, entretanto, continua a ser o principal problema na logística de escoamento.

SOLOS DE MATO GROSSO

O Estado de Mato Grosso é bastante diversificado quanto à natureza dos solos, conforme constatado em estudos realizados pela Embrapa, RADAMBRASIL e, mais recentemente, pela Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral de Mato Grosso (Seplan-MT). As escalas cartográficas de publicação, desde 1:1.000.000 (RADAMBRASIL), 1:1.500.000 (Zoneamento Ecológico Econômico – ZEE/MT) até 1:5.000.000 (Mapa de Solos da Brasil – IBGE/Embrapa Solos) são indicadas para o planejameno regional. Apresentam-se, neste capítulo, as descrições sucintas das classes de solos predominantes no Estado de Mato Grosso com aptidão para arroz, baseadas em material descritivo do ZEE/MT, disponível em http://www.zsee.seplan.mt.gov.br e complementadas pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS).
Classes de solos: características, limitações, potenciais e ocorrências A espacialização das principais classes de solos do Estado de Mato Grosso mostra grande variabilidade da cobertura pedológica, mesmo em uma escala regional, como a apresentada aqui. As áreas de solos mais adequadas à cultura do arroz de terras altas no Mato Grosso compreendem os Latossolos, Argissolos, Nitossolos e Chernossolos, argilosos ou muito argilosos, com boa capacidade de retenção de umidade - considerando que o arroz de terras altas é inteiramente dependente de precipitação pluvial como fonte de água. Outros solos que ocorrem no Estado, como os Plintossolos, Gleissolos, Neossolos Flúvicos e Quartzarênicos, Planossolos e Vertissolos, ocupam áreas sedimentares baixas, de várzeas ou terraços, conferindo-lhes condições mais apropriadas ao cultivo do arroz irrigado. Os Cambissolos e Luvissolos são menos indicados devido à sua ocorrência em relevos acidentados e à presença de pedregosidade e cascalhos no perfil. A seguir são descritas as principais classes de solos com melhor aptidão agrícola para o Estado de Mato Grosso.
Latossolos Vermelhos Distroférricos (LVdf) Solos bem drenados, derivados de rochas básicas, contendo teores elevados em Fe2O3, MnO e, normalmente, TiO2, com forte atração magnética. Até 1999 eram classificados como Latossolos Roxos. São muito profundos, friáveis ou muito friáveis quando úmidos, argilosos ou muito argilosos. Possuem baixa densidade aparente, de 0,92 g a 1,15 g/cm3, e porosidade alta a muito alta, 60% a 69%, indicando boas condições físicas. Têm como principal limitação a baixa fertilidade natural, pois são solos distróficos, com baixa saturação por bases. De modo geral, são bem providos de micronutrientes, o que não acontece com a maioria dos Latossolos. São bastante resistentes à erosão laminar, devido às suas características físicas de boa permeabilidade e porosidade, quando em condições naturais ou quando bem manejados.Submetidos a cultivos intensivos pela aração, ou sucessivas gradagens, sofrem uma compactação subsuperficial – pé-de-arado ou pé-de-grade -, favorecendo o encrostamento superficial, o que aumenta consideravelmente a suscetibilidade à erosão e diminui a produtividade. Em condições de manejo inadequado, desenvolvem-se ravinas e pequenas voçorocas com facilidade. Ocorrem nas bordas do Planalto dos Parecis, estendendo-se por aproximadamente 1.700 km2 em partes dos municípios de Tangará da Serra, Santo Afonso, Arenápolis e Nortelândia.
Latossolos Vermelhos Distróficos (LVd)Solos minerais com teores de Fe2O3 entre 8% e 18%, nos solos argilosos ou muito argilosos, e normalmente inferiores a 8% nos solos de textura média. Anteriormente eram classificados como Latossolos Vermelho-Escuros. São muito profundos, bem drenados, friáveis ou muito friáveis, de textura argilosa ou muito argilosa e média. Os solos mais oxídicos, de textura argilosa ou muito argilosa, possuem baixa densidade aparente, de 0,84 g a 1,03 g/cm3, e porosidade muito alta ou alta. Possuem excelentes condições físicas, as quais, aliadas ao relevo plano ou suavemente ondulado onde ocorrem, favorecem sua utilização com as mais diversas culturas climaticamente adaptadas à região. Esses solos, por serem ácidos e distróficos requerem correção de acidez e adubação. Os solos argilosos e muito argilosos têm melhor aptidão agrícola que os de textura média, tendo em vista que esses últimos são mais pobres e podem ser degradados mais facilmente por compactação e erosão, quando é feito uso inadequado de equipamentos agrícolas, como, por exemplo, freqüente preparo do solo com implementos muito pesados, como a grade aradora, ou aração e gradagem no sentido do declive. Distribuem-se por, aproximadamente, 53.000 km2, com predominância na Chapada dos Parecis. Ocorrem também no sul do Estado, sobre os Planaltos de Itiquira e Guimarães e em manchas esparsas na Planície do Araguaia.
Latossolos Vermelho-Amarelos (LVA) Solos com teores de Fe2O3 iguais ou inferiores a 11% e, normalmente, acima de 7%, quando os solos são argilosos ou muito argilosos e não-concrecionários. Mantêm o mesmo nome da classificação anterior a 1999.São profundos ou muito profundos, bem drenados, com textura argilosa, muito argilosa ou média. Os solos de textura argilosa ou muito argilosa e de constituição mais oxídica possuem baixa densidade aparente, de 0,86 g a 1,21 g/cm3, e porosidade total alta a muito alta. São solos ácidos a muito ácidos, com saturação por bases baixa (distróficos) e, por vezes, álicos - nesses casos, com alumínio trocável maior que 50%. Esses Latossolos também possuem boas condições físicas que, aliadas ao relevo plano ou suavemente ondulado, favorecem a utilização com diversas culturas adaptadas ao clima da região. Suas principais limitações são a acidez elevada e a fertilidade química baixa. Requerem um manejo adequado com correção da acidez, adubação fertilizante e controle de erosão - como, por exemplo, terraceamento -, especialmente nos solos de textura média, que são os mais pobres e suscetíveis à erosão. A deficiência de micronutrientes pode ocorrer sobretudo nos solos de textura média.São os solos de maior ocorrência no Estado de Mato Grosso, estendendo-se por cerca de 262.000 km2, principalmente em sua porção centro-norte, no Planalto dos Parecis, desde Brasnorte a oeste até São Félix do Araguaia e Cocalinho a leste; e de Peixoto de Azevedo a norte até Nova Mutum e Diamantino, a sul. Ocorrem também no Planalto dos Guimarães, na região de Campo Verde, Primavera do Leste, Novo São Joaquim e General Carneiro, estendendo-se para leste até Barra do Garças e Araguaiana. Distribuem-se em manchas no extremo noroeste do Estado, na Chapada dos Dardanelos, entre Juína e Aripuanã; no noroeste de Aripuanã e em Apiacás, entre os rios Juruena e Teles Pires; além de manchas esparsas na região do Pantanal, como em Cáceres e Poconé.
Latossolos Amarelos (LA) Apresentam baixos teores de Fe2O3, em sua maioria, abaixo de 7%. São solos bem drenados, profundos e muito profundos, com predominância de textura média, baixa relação textural e pouca diferenciação entre os horizontes. Apresentam baixa saturação e soma de bases, enquanto os teores de saturação por alumínio são altos, o que lhes confere caráter álico. Uma de suas características mais marcantes é a coesão – quando secos, apresentam-se duros ou muito duros. Suas principais limitações decorrem de forte acidez, alta saturação com alumínio extraível e baixa fertilidade química natural. São, portanto, solos muito pobres em nutrientes, o que exige um investimento inicial bastante alto, com o uso intensivo de adubação fertilizante. A prática de calagem objetiva a neutralização do efeito tóxico do alumínio para as plantas e também o fornecimento de cálcio ou magnésio.Diferenciam-se dos demais Latossolos por ter permeabilidade mais lenta, devido à coesão que lhe é característica, favorecendo os processos erosivos. Ocorrem no sudoeste do Estado, na Depressão do Guaporé, ocupando uma extensão aproximada de 7.100 km2.
Nitossolos Vermelhos (NV) Solos de argila de atividade baixa, originados de rochas básicas, com teores relativamente elevados de Fe2O3, maiores que 15%. Antes de 1999 eram conhecidos como Terra Roxa Estruturada. São solos profundos ou de profundidade média, bem drenados, com textura argilosa ou muito argilosa ao longo do perfil e reduzido gradiente textural. A saturação por bases é baixa, sendo predominantemente distróficos, com pequenas ocorrências de solos eutróficos e álicos. São solos com boas condições físicas.Apresentam como principais limitações a baixa saturação por bases e, no caso de relevo ondulado, a suscetibilidade à erosão e a presença de pedregosidade e rochosidade. As áreas mais expressivas estão localizadas nas regiões norte e sudoeste do Estado, com aproximadamente 1.200 km2.
Chernossolos Argilúvicos (MT) Caracterizam-se por apresentar argila de atividade alta e saturação por bases alta, maior que 50%. Até 1999 eram designados de Brunizens Avermelhados. São moderadamente profundos a rasos, com distinta diferenciação entre os horizontes, normalmente com textura média nos horizontes superficiais, e argilosa, nos subsuperficiais. Apresentam permeabilidade moderada no horizonte superficial, e lenta, no horizonte Bt, sendo, portanto, muito suscetíveis a processos erosivos. Suas características químicas são excelentes para o uso agrícola, principalmente o seu elevado potencial nutricional, alta saturação por bases e a capacidade de troca de cátions (CTC), além de apresentarem acidez praticamente nula. Por ocorrerem em locais onde o relevo é mais acidentado, prevalecem as limitações devidas aos fortes declives, com alto risco de erosão. São mais usados para pastagens. Sua área se distribui em estreitas faixas de direção noroeste-sudeste, numa extensão de 1.700 km2, nas bordas da escarpa do Planalto dos Parecis, no sudoeste do Estado.
Argissolos Vermelho-Amarelos (PVA)Caracterizam-se por apresentarem gradiente textural, com nítida separação entre horizontes quanto à cor, estrutura e textura. Os teores de Fe2O3 normalmente são menores que 11%. São profundos a pouco profundos, moderadamente a bem drenados, com textura muito variável, mas com predomínio de textura média na superfície, e argilosa, em subsuperfície, com presença ou não de cascalhos.Apresentam porosidade total baixa a média e densidade aparente com valores compreendidos entre 1,32 g e 1,63 g/cm3.Quanto à saturação por bases, há uma grande variação, ocorrendo solos eutróficos, V > 50%, distróficos, V < 50%, e também álicos, nos quais a saturação com alumínio trocável é maior que 50%. Devido à grande diversidade de características que interferem no uso agrícola, além da ocorrência nos mais variados relevos, é difícil generalizar, para a classe como um todo, suas qualidades e limitações ao uso agrícola. De uma maneira geral, pode-se dizer que os Argissolos são muito suscetíveis à erosão, sobretudo quando o gradiente textural é mais acentuado, à presença de cascalhos e sob relevo mais movimentado com fortes declives. Nesse caso, não são recomendáveis para agricultura, prestando-se para pastagem e reflorestamento ou preservação da flora e fauna. Quando localizados em áreas de relevo plano e suavemente ondulado, esses solos podem ser usados para diversas culturas, desde que sejam feitas correções da acidez e adubação, principalmente quando se tratar de solos distróficos ou álicos. Quando localizados em áreas de relevo plano e suavemente ondulado, esses solos podem ser usados para diversas culturas, desde que sejam feitas correções da acidez e adubação, principalmente quando se tratar de solos distróficos ou álicos. Distribuem-se numa extensão aproximada de 208.000 km2, predominantemente no norte do Estado, desde Aripuanã e Juína, onde ocorrem em maior área, até Santa Teresinha a leste. Ocorrem também na região de Água Boa, Campinápolis e Paranatinga, estendendo-se para sudoeste, na região da Baixada Cuiabana, até Cáceres e, para o sul, na área do Pantanal. Surgem ainda na região das nascentes do Rio Paraguai, nas bordas do Planalto dos Parecis, além do extremo sudoeste, entre Vila Bela da Santíssima Trindade e Cáceres.

TIPOS DE ROCHAS

Tipos de Rochas
Existem três tipos básicos de rochas e é muito importante saber reconhecê-las para entendermos como se formam os fósseis e onde será mais fácil encontrá-los.
Rochas Ígneas
O nome destas rochas vem do latim ignis (=fogo).
Elas são formadas pelo resfriamento de uma massa de rocha derretida que existe no centro da Terra. Esta massa chama-se magma e ás vezes é expelida para a superfície soterrando o que quer que esteja em sua frente(como a lava dos vulcões, por exemplo) e acaba se resfriando e endurecendo (Extrusivas), outras vezes o magma acaba se solidificando no subterrâneo mesmo (Intrusivas).
Como exemplos de rochas ígneas temos os basaltos, os granitos, o quartzo monasítico e a obsidiana.
Quando um vulcão entra em erupção, lança grande quantidade de um material pulvirulento (em pó) chamado cinza vulcânica que, pelo seu peso, acaba por se depositar como uma camada densa de poeira.
Como o magma fica um certo tempo a alta temperatura, ele normalmente destrói tudo que toca, entretanto às vezes um organismo pode ser preservado ao ser coberto pelas cinzas, como aconteceu na cidade de Pompéia no ano de 79 antes de Cristo. Esta cidade e sua vizinha Herculano ficavam próximas a um vulcão que entrou em erupção lançando grande quantidade de cinzas que vieram a soterrar a cidade. Os animais e até mesmo as pessoas foram atingidas, sendo cobertas pelas cinzas e preservadas até hoje como se fossem estátuas.
Rochas Sedimentares
A palavra sedimentar tem sua origem no latin sedere (= acumular) e é uma referência ao seu processo de formação. Elas cobrem cerca de 2/3 da área dos continentes e a maior parte do fundo dos oceanos.
Quando as rochas são atingidas pelos agentes do tempo como o vento, a chuva, o gelo, elas se desagregam, liberando pequenas partículas das rochas, ou se dissolvem e são carregadas pelas águas, pelo vento, ou pela gravidade, para outros locais mais baixos, como planícies, lagos, e mares. Ali estas partículas vão se acumulando em camadas (estratos)e vão se compactando formando arenitos e conglomerados. Quando a rocha está dissolvida na água, ela pode precipitar no fundo de mares, formando os calcáreos.
Podemos classificar as rochas sedimentares em clásticas (do grego klastos = pedaços) quando são formadas por partículas ou fragmentos de outras rochas; e em não clásticas, formadas por diminutos cristais minerais ou matéria orgânica.
É nessas rochas que a maioria dos fósseis foi encontrada, pois sua formação é mais delicada, não prejudicando tanto o material a ser fossilizado.
Como exemplos de rochas sedimentares temos os calcáreos, os arenitos, os evaporitos, etc.
Rochas Metamórficas
A origem de seu nome também vem do grego (meta = mudança, morpho = forma).
São formadas a partir de rochas ígneas ou sedimentares que foram modificadas em sua estrutura, textura ou composição pela ação de altas temperaturas, pressões, ou líquidos e gases que reajam quimicamente com a rocha original
As modificações que uma rocha metamórfica sofrem, normalmente destroem os fósseis que poderiam estar em seu interior.
Como exemplos deste tipo de rochas temos o xisto, o mármore, o filito, etc.
Assim se você quizer procurar um fóssil, você deve começar procurando por locais que tenham rochas sedimentares. Lá você terá mais chance de encontrá-los!

terça-feira, 9 de junho de 2009

GLOBALIZAÇÃO

O que é Globalização - Definição
Podemos dizer que é um processo econômico e social que estabelece uma integração entre os países e as pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos e as empresas trocam idéias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham aspectos culturais pelos quatro cantos do planeta.
O conceito de Aldeia Global se encaixa neste contexto, pois está relacionado com a criação de uma rede de conexões, que deixam as distâncias cada vez mais curtas, facilitando as relações culturais e econômicas de forma rápida e eficiente.
Origens da Globalização e suas Características
Muitos historiadores afirmam que este processo teve início nos séculos XV e XVI com as Grandes Navegações e Descobertas Marítimas. Neste contexto histórico, o homem europeu entrou em contato com povos de outros continentes, estabelecendo relações comerciais e culturais. Porém, a globalização efetivou-se no final do século XX, logo após a queda do socialismo no leste europeu e na União Soviética. O neoliberalismo, que ganhou força na década de 1970, impulsionou o processo de globalização econômica.
Com os mercados internos saturados, muitas empresas multinacionais buscaram conquistar novos mercados consumidores, principalmente dos países recém saídos do socialismo. A concorrência fez com que as empresas utilizassem cada vez mais recursos tecnológicos para baratear os preços e também para estabelecerem contatos comerciais e financeiros de forma rápida e eficiente. Neste contexto, entra a utilização da Internet, das redes de computadores, dos meios de comunicação via satélite etc.
Uma outra característica importante da globalização é a busca pelo barateamento do processo produtivo pelas indústrias. Muitas delas, produzem suas mercadorias em vários países com o objetivo de reduzir os custos. Optam por países onde a mão-de-obra, a matéria-prima e a energia são mais baratas. Um tênis, por exemplo, pode ser projetado nos Estados Unidos, produzido na China, com matéria-prima do Brasil, e comercializado em diversos países do mundo.
Bolsa de valores: tecnologia enegociações em nível mundial.
Para facilitar as relações econômicas, as instituições financeiras (bancos, casas de câmbio, financeiras) criaram um sistema rápido e eficiente para favorecer a transferência de capital e comercialização de ações em nível mundial..
Investimentos, pagamentos e transferências bancárias, podem ser feitos em questões de segundos através da Internet ou de telefone celular.
Os tigres asiáticos (Hong Kong, Taiwan, Cingapura e Coréia do Sul) são países que souberam usufruir dos benefícios da globalização. Investiram muito em tecnologia e educação nas décadas de 1980 e 1990. Como resultado, conseguiram baratear custos de produção e agregar tecnologias aos produtos. Atualmente, são grandes exportadores e apresentam ótimos índices de desenvolvimento econômico e social.
Blocos Econômicos e Globalização
Dentro deste processo econômico, muitos países se juntaram e formaram blocos econômicos, cujo objetivo principal é aumentar as relações comerciais entre os membros. Neste contexto, surgiram a União Européia, o Mercosul, a Comecom, o NAFTA, o Pacto Andino e a Apec. Estes blocos se fortalecem cada vez mais e já se relacionam entre si. Desta forma, cada país, ao fazer parte de um bloco econômico, consegue mais força nas relações comerciais internacionais.
Internet, Aldeia Global e a Língua Inglesa
Como dissemos, a globalização extrapola as relações comerciais e financeiras. As pessoas estão cada vez mais descobrindo na Internet uma maneira rápida e eficiente de entrar em contato com pessoas de outros países ou, até mesmo, de conhecer aspectos culturais e sociais de várias partes do planeta. Junto com a televisão, a rede mundial de computadores quebra barreiras e vai, cada vez mais, ligando as pessoas e espalhando as idéias, formando assim uma grande Aldeia Global. Saber ler, falar e entender a língua inglesa torna-se fundamental dentro deste contexto, pois é o idioma universal e o instrumento pelo qual as pessoas podem se comunicar.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

ACESSE UMBIGO DO MUNDO

para ter acesso aos slides é só clicar nesse site. obs: curiosidade.

http://www.slideshare.net/ppmateus/umbigo-do-mundo

A exploração mineral no Brasil

A exploração mineral no Brasil
Nas últimas décadas o Brasil passou por várias fases exploratórias distintas. Todas ditadas pelo mercado mundial e pelas suas expectativas. A evolução foi drástica. Mudaram as commodities , a metodologia, a tecnologia, os enfoques, a estratégia e a eficiência. Independente dessa imensa evolução ainda é necessário o mais importante: o ser humano que irá digerir e transformar todos estes parâmetros em uma descoberta: o exploracionista.
Carajás e o seu impacto na exploração mineral brasileira
No nosso país, o grande divisor de águas na exploração mineral foi, sem sombra de dúvidas, a descoberta da Província Mineral de Carajás.
Até então os principais levantamentos brasileiros constituíam-se em projetos de mapeamento geológico direcionados a embasar os trabalhos exploratórios subsequentes. A busca de petróleo na Amazônia, a descoberta de manganês na Serra do Navio, do estanho de Rondônia e da bauxita do Trombetas são os fatores determinantes que pavimentaram a descoberta maior que só ocorreu 1967.
Foi lá, em Carajás, que a história mudou.
Nesta época, década de 60, as multinacionais americanas, como a Union Carbide e a US Steel, haviam invadido a Amazônia em busca de manganês. Foi um caso clássico de serendipity que até hoje é discutido nas fogueiras dos acampamentos.
A US Steel, comandada pelo excepcional Gene Tolbert, chegou primeiro ao topo da Serra e a descoberta da maior jazida de ferro de alto teor do planeta foi feita.
Poucos anos depois, por intermédio de uma empresa, fruto direto de Carajás, a Terraservice, o Brasil ingressou na fase exploratória tecnológica e que, pela primeira vez, vimos a aplicação de métodos exploratórios regionais que combinavam a geologia, a geoquímica de sedimentos de corrente e a geofísica aérea. Por incrível que pareça as primeiras anomalias significativas de cobre e ouro em Carajás, efetuadas por essa metodologia exploratória, são as mesmas que geraram os depósitos de ouro e cobre do Igarapé Bahia, Salobo, Alemão e Sossego (estes três últimos ainda não entraram em produção).
Era o acerto da equação mais importante na exploração mineral: o homem certo no lugar certo usando o método certo.
A Terraservice, que alguns anos mais tarde se transformaria em Docegeo, foi a primeira grande empresa de exploração mineral do Brasil e, provavelmente, uma das maiores e melhores do mundo naquela época.
A empresa, criada pelo mesmo Gene Tolbert de Carajás, para ser o braço exploratório da CVRD nasceu gigante, ambiciosa e vencedora. O próprio Tolbert pessoalmente entrevistou e contratou a maioria de um dos mais seletos grupos de consultores e de geólogos de exploração que o Brasil viu. A idéia era, simplesmente ambiciosa, atacar a Amazônia, o Centro-Oeste, o Centro e o Nordeste.
Tudo ao mesmo tempo.
Para realizar tal feito foram contratados, a peso de ouro, os consultores Australianos, Peruanos e Americanos cujo principal papel seria o de implantar o maior e mais avançado programa exploratório que o país havia visto, transferindo o know-how para a equipe brasileira que seria, em 3 anos, a base da Docegeo.
Em pouquíssimos anos o País se transformou e a década de 70 viu a melhor fase da exploração mineral brasileira. Assim como no Canadá de hoje, a exploração mineral simplesmente entrou em ebulição.
De um lado o Governo, por meio do DNPM, da CPRM, Radam e da Petrobras e do outro a Docegeo, as grandes multinacionais como a Shell, INCO, De Beers, Anglo American e outras dezenas de empresas mineradoras se digladiavam em busca de novas anomalias e novas descobertas em todo o território nacional. O geólogo de exploração era uma commodity rara e muito bem paga.
Foi quando o Brasil teve o seu território coberto por imagens de Radar e por mapeamentos geológicos regionais enquanto o Governo criava projetos pioneiros de geoquímica-geofísica e geologia em cooperação com o países como o Canadá. Tempos áureos.
Os booms exploratórios
Era a fase dos metais básicos. O mundo precisava de cobre, chumbo, zinco e níquel para alimentar as suas indústrias.
Até então já havíamos visto booms similares mas que nunca haviam atingido de forma tão marcante o Brasil.
O interessante é que a exploração mineral, na época, era feita somente pelas major companies. No após guerra a exploração consistia de levantamentos geológicos seguidos de detalhamentos e sondagens. Era um processo voltado para a descoberta dos grandes depósitos aflorantes. A medida que o mercado mundial se tornava mais voraz e exigente e que os corpos aflorantes escassearam, a exploração mineral começou a se sofisticar. Afinal já não haviam tantos grandes depósitos a espera do martelo do geólogo para serem descobertos. Foi quando iniciaram-se os programas de base os grass roots. Estes programas contavam com a geoquímica de sedimentos de corrente e com a geofísica aérea como ferramentas para melhor discriminar e detectar as anomalias tão fundamentais.
Na época as grandes exploradoras eram empresas como a Kennecott, a Anaconda e a Western Mining. A Kennecott havia basicamente desenvolvido métodos geoquímicos exploratórios voltados para a descoberta de porphyry coppers nos EUA, Canada e na Nova Guiné. Por outro lado novas descobertas estavam sendo realizadas no Canadá, a partir da geofísica aérea.
Os principais booms exploratórios podem ser sintetizados conforme abaixo:
· De 1950-60 a busca do urânio.
· De 1960-77 busca por metais básicos.
· De 1977-hoje a busca pelo ouro.
· De 1990-hoje a busca pelos diamantes.
· De 2003...retomada da exploração mineral para cobre, níquel, ouro, diamantes, zinco, ferro, alumínio, manganês